sexta-feira, 2 de novembro de 2012

18. O Pedido!



Três anos se passaram na casa da família Vieira e muita coisa mudou.

 


 Todos os dias via o meu marido e os meus filhos a sair para o emprego e para a escola. E eu, bem…eu ficava em casa.

 

 Logo pela manha, limpava a casa de uma ponta à outra. Até á hora de fazer o jantar, dedicava-me à pintura e à minha linda cadela.


 

Agora adulta, Kiara estava muito engraçada. Ensinei-a a caçar e a fazer vários truques! Apesar de estar mais tempo em casa, para a minha família, tinha muitas saudades do meu trabalho. Também, a minha única companhia era a Kiara.



Eduardo, agora quase no topo da sua carreira, trabalhava toda a noite e dormia todo o dia.


 

Eduarda tinha o seu emprego e passava o seu tempo livre com Beto.

 

Ah, é verdade: Beto já é Jovem Adulto. E aqui entre nós, ficou MUITO MELHOR!

 

Quanto a Afonso, agora com o cabelo mais comprido, depressa se tornou o menino mais popular da sua escola! Andava sempre com os amigos de um lado para o outro. Quando não estava com eles, estava na sua casa da árvore. Não me perguntem a fazer o quê porque ele não deixa ninguém com mais de 14 anos entrar. 



 Num domingo de manha, Eduarda chega a casa com uma boa nova! 




- Minha querida família, quero fazer-vos um convite em nome de Beto. Ele pede desculpa por não poder vir pessoalmente. Como sabem, anda muito atarefado a fazer as mudanças para a sua nova casa. É verdade, o dinheiro que Beto guardou estes anos todos que esteve no orfanato junto com o dinheiro que ele já ganhou no exército deu para uma linda casa! Claro que eu dei uma ajuda, mas a maior parte foi ele que investiu! Ele gostava que todos vocês lá fossem hoje para inaugurar a casa!
- Claro que vamos! – disse Eduardo entusiasmado.



Não me perguntem porque, mas aquela inauguração “trazia água no bico”. Pelo brilho no olhar da minha filha, algo me dizia que era mais alguma coisa.


Eram 15 horas em ponto quando chegamos á morada que Eduarda nos deu. Á nossa frente estava uma linda casa! 



Antes de entrar, reparei que Afonso esta com aquela carinha de quem estava pronto a fazer alguma das suas. Decidi cortar-lhe logo as bases antes que fosse tarde de mais.



- Meu filhinho lindo, escusas de estar com essa carinha. É melhor que nem te passe pela cabeça fazer qualquer tipo de asneira. Podes ter a certeza que á mínima coisinha viras empregado doméstico la em casa!
- Está bem…-disse ele amuado.




 Diverti-mo-nos muito nesta festa! Foi bom passar este tempinho em família! Já no fim da tarde, Beto pediu a nossa atenção. 


 - Hoje pedi para estarem presentes na inauguração desta casa mas, na verdade, esta apenas serviu de desculpa para um anúncio maior! Como sabem, sofri muito no orfanato. Não porque me tratavam mal mas sim porque doía a ideia de não ter pais. No dia em que vim embora, um outro menino deu entrada. Tem apenas 2 aninhos e foi retirado aos pais pois estes não tinham possibilidade de o criar. Estavam a viver na rua. Eles entregaram o filho ao orfanato na esperança de este ter um futuro melhor. Quando o olhei nos olhos soube que não o podia deixar crescer no sofrimento que eu cresci!
Estávamos tão atentos á história de Beto que nem reparamos que Eduarda não estava connosco. 



 Só percebemos que ela saiu quando apareceu com um lindo menino nos braços!
- Apresento-vos o nosso filho Diogo. – disse a minha filha com a felicidade estampada no rosto. 



É óbvio que no momento seguinte, o pequeno Diogo ficou rodeado de mimos dos seus avós babados!
No meio de tanta confusão, Beto teve que altear a voz:




 - E as novidades não ficam por aqui. Bom, não é bem uma novidade, é um pedido. Sr. Eduardo e Dona Catarina como podem ver, tenho uma vida estável, finalmente! Sabem o quanto amo a vossa filha…por isso eu queria a vossa bênção para a pedir em casamento!
Eduardo fez cara de mau, olhou para mim e… partimos-nos a rir! 



 - É com muito gosto que te aceitamos como nosso genro! – disse Eduardo.



 - Nem imaginam como fico agradecido! – ajoelha-se ao pé de Eduarda e diz – Como já deves ter percebido não vejo a hora de seres minha mulher. Eduarda Vieira aceitas casar comigo? 



 - Estava a ver que nunca mais perguntavas! – brincou a minha filha abraçando o amado.




Terminada a festa, eu, Eduardo e Afonso voltamos para casa. Eduarda ficou lá pois ela e Beto tinham muito que fazer nos próximos anos! J




 Quando chegamos a casa, Eduardo e Afonso foram para dentro enquanto eu fui ver se tinha correio. 




Quando abri a caixa, tinha la dentro apenas um envelope. Quando o abri, caiu-me tudo das mãos ao ver a foto que tinha la dentro.


- Alice…

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

ATRASO!

Olá a todos! :) Quero pedir-vos as mais sinceras desculpas pelo tempo que demoro a publicar os capítulos. Como já deve ter acontecido a muitos de vocês, a faculdade ocupa-me muito tempo! Estou a entrar numa fase de muito trabalho por isso torna-se complicado publicar... Assim que eu tiver um tempinho publico o próximo capitulo! Beijinhos Rita =')

terça-feira, 9 de outubro de 2012

17. Afonso, o pequeno pestinha!



Se como bebé, Afonso era um traquina, agora em criança triplicou!


Claro que nem tudo era mau: a hora de dormir tornou-se muito mais fácil.


Tudo começou no primeiro dia de escola de Afonso. Como qualquer criança da idade dele, estava muito ansioso por conhecer aquilo a que todos chamavam escola.



 E nada melhor do que uma visita de estudo ao Laboratório Cientifico de Industrias Terranossa para o primeiro dia!



Nesse mesmo dia cheguei ao topo da minha carreira como Jornalista e assim, despedi-me de todos os meus colegas de trabalho que me acompanharam ao longo destes anos, arrumei as minhas coisas e reformei-me.




Quando saí olhei para aquelas torres e lembrei-me de todos os momentos que vivi no trabalho, entrevistas, horas extraordinárias, amizades para a vida…e sim, valeu a pena tantos anos de trabalho árduo: eu cheguei ao topo!



No caminho para casa decidi passar pelo Laboratório e assim podia esperar por Afonso e Eduarda.

Ahhh, quase que me esquecia de vos contar: 





A minha menina já crescidinha começou a procurar o que iria fazer para o resto da sua vida e, no meio da sua pesquisa recebeu uma proposta irrecusável do Laboratório e aceitou lá o emprego. Tenho uma filha Cientista!




Ela adorava aquilo! Em casa andava sempre de volta da mesa de poções que o pai tinha comprado. No início as experiências não lhe corriam muito bem mas ela, uma menina mulher persistente, não desistia e com o tempo apanhou o jeito.


Quando ela saiu do emprego e me viu á espera correu para me abraçar. Estava tão feliz! Ficamos lá ma conversar á espera que Afonso saísse.

Quando tal aconteceu, eu nem queria acreditar no que os meus olhos viam:





- O TEU CABELO ESTÁ VERDEEEE!!!




- Pois está! Não está meeeesmo altamente? Eiii agora é que posso ir ver o jogo dos Lamas! FOOOOOOOOOOOOOOOOOOORÇA LAMAAAAS! - gritava o meu filho eufórico!



Eduarda olhava para nós, muito divertida. Sim, como se tivesse alguma piada o que se estava a passar.



Levei Afonso para casa e obriguei-o a lavar bem aquele cabelo para ver se a tinta saía. Mas, mesmo depois de muito lavar, a tinta não saía!
Só vi uma solução, o que não agradou nadinha a Afonso.



- Oh mamã, porquê que eu não podia ficar com o cabelo como tinha? Eu gostava! – Afonso olhava para mim com um olhar acusador.
- Porque não tinha jeito nenhum andares por aí com o cabelo dessa cor. Não te preocupes, ele volta a crescer.


Tive esperança que com este acidente, Afonso acalmasse um bocadinho. Não sei como é que eu continuo a ilidir-me….Afonso não perdia UMA ÚNICA oportunidade de pregar partidas. 


Todos, sem excepção, fomos alvos das suas traquinices. 


O pior é que eu nunca o conseguia castigar. Ele olhava para mim com aqueles olhinhos liiindos e eu derretia-me. Ele é mesmo esperto, sabia bem o que fazer para se escapar.


Por um lado, ainda bem que era assim. Estou para aqui a reclamar mas eu adoro ver o meu filho crescer assim saudável e cheio de vida. Sim sim, vida não lhe faltava. Ele era muito ativo: andava escoteiros e adorava inventar mundos só dele nas suas brincadeiras.


 E claro, sem nunca esquecer a sua fiel companheira!



É…nem tudo era mau. Eu amava os meus filhos mais do que tudo! Não trocava por nada aqueles nossos momentos de brincadeira.



Adorava quando Afonso e Eduarda me pediam para contar histórias de terror e divertir-me com as suas caras de assustados.


 Fartava-me de rir quando, no fim da história, Afonso tinha que ir ver se os monstros estavam escondidos debaixo da cama. 


Adorava quando nessas noites, eles traziam os sacos cama para o meu quarto e dormíamos os 5 ali juntinhos! 


Não sei quanto a vocês mas para mim, isto, isto é a minha ideia de paraíso!








terça-feira, 2 de outubro de 2012

16. Notas Etapas - 2ª parte!



 Desde que começou a namorar com Beto, Eduarda andava mais feliz e saía muito mais! Mas nem por isso ela deixava de ter tempo para nós e para os estudos!


 Lá em casa havia sempre uma hora dedicada ao trabalho. Nesse espaço de tempo cada um aproveitava para desenvolver as capacidades que tinha que desenvolver para ter sucesso no emprego/escola/vida.



Quando Eduarda viu que o seu namoro começou a ficar sério, decidiu avançar para a fase seguinte: apresentar Beto á família. Num fim de semana convidou-o para passar o dia connosco. O que o pobre rapaz mais tinha medo era de conhecer Eduardo. Aquela ideia do pai protector estava bem presente na cabeça de Beto. Mas os medos dele deixaram de ter razão de ser. Eduardo mostrou-se simpático para ele. O meu marido até me surpreendeu, não estava á espera de tanto!
Depois de cumprimentar todos os membros da família, fomos almoçar para o jardim. 


 Passamos uma tarde muito agradável a conversar. Beto contou-nos que nunca teve uma família como a nossa. A mãe engravidou muito nova e não conseguia cuidar dele por isso deixou-o á porta de um orfanato. Todos os anos ele tinha esperança de ser adotado, mas nunca teve essa sorte. Quanto mais velho ficava, mais depressa perdia esperança de um dia ter uma mãe e um pai. A história deste miúdo comoveu-me. Fui criada numa família muito unida e cheia de amor e assim, procurei formar a minha. Custa-me ver pessoas sem família, por isso, com as lagrimas nos olhos disse –lhe que nós agora eramos família dele e quando ele precisasse de alguma coisa tinha sempre com quem contar! Seguiu-se um momento de silêncio depois de Beto me agradecer. Notei que os olhos de Eduarda brilhavam…a minha filha estava orgulhosa de mim!


 Estão a ver este menino? É adorável, não é? Pois bem, também era o maior traquina do mundo! 


 Quanto mais crescia, mais asneiras fazia. E a pequena Kiara tornou-se a sua mais fiel companheira de aventuras!


 A hora de dormir era a pior de todas, era o mesmo toooodos os dias! Vestia-lhe o pijaminha e dava-lhe o biberão enquanto eu ia vestir o meu pijama. Quando voltava para o quarto dele, não havia Afonso para ninguém. 


 Claro que eu já sabia que ele estava escondido dentro do baú dos brinquedos, mas mesmo assim eu entrava na brincadeira e andava á procura dele (isto aconteceu mesmo da primeira vez que ele se escondeu, com a pequena diferença de que eu não sabia onde ele estava e fiquei mesmo aflita.). Quando achava que estava na hora de aparecer, saía do baú e entre gargalhadas dizia:
- Buuuuuuuuuuuuuuuuuuh mamã! Etou ati!
Com o meu menino a diversão era garantida!



O Domingo era o meu dia favorito! Não, não é por estar de folga…é porque o domingo é o único dia que todos saímos da nossa rotina habitual e vamos passear em família! Esta era a tradição. 
Aos primeiros raios de sol eu vestia-me, preparava um delicioso pequeno-almoço e todos se sentavam em volta da mesa a saboreá-lo. 





Quando tudo estava arrumado partia-mos para o parque onde não faltava diversão. Até fazíamos novos amigos!
Num destes Domingos trouxemos um novo amiguinho para casa. O pequeno Nemo, pescado por Eduarda.



Ao final de um dia o cansaço era geral. Quando todos estavam a dormir, eu e Eduardo aproveitávamos para namorar mais um bocadinho pois este era o único momento em que podíamos estar á vontade para um bocadinho de intimidade!




Quando acordei, numa 3ª feira de manha, sentia-me muito feliz! Este dia era muito importante para todos nós: eu, Eduarda, Afonso e a pequena Kiara iniciaríamos mais uma etapa nas nossas vidas!




Às 8h em ponto, Eduarda apanhou pela última vez o autocarro escolar. Logo que ela saiu, o meu marido fez questão que eu não passa-se o meu dia de folga em casa e como ele também estava de folga, prontificou-se a ficar com Afonso e disse para eu passar o dia com uns miminhos no Spa. É claro que eu não recusei, estava mesmo a precisar!




Eduardo passou toda a sua vida a poupar. Agora que estava na reta final decidiu fazer uns investimentos…J
Quando ficou sozinho com Afonso pôs mãos á obra. Começou por montar o quarto novo de Afonso. Agora que ele ia crescer para criança precisava de coisas diferentes. Como eu decorei o quarto das meninas, o de Afonso era trabalho para Eduardo. E tenho que ser sincera, ficou fantástico. Eduardo também comprou uma mesa de ciência para toda a família se entreter e modificou o lindo parque infantil que eu construí. Segundo ele, o antigo era para meninas e, como já não havia meninas pequeninas para brincar naquela casa, Afonso tinha o direito de ter um parque digno de um campeão!



Depois foi tratar da surpresa que tinha preparado para mim e para Eduarda! Vendeu o carro dele e o meu, aqueles que comprou quando iniciamos a nossa vida como casal e comprou 3 novos lindos carros (um para mim, outro para ele e outro para Eduarda). O carro velhinho não vendeu porque aquele era “um carro de estimação”, como ele costumava dizer! Gostava que, quando Afonso tivesse idade para conduzir, aquele carro seria para ele. Quando chegamos a casa e vimos os 3 carros estacionados em frente á nossa casa, saltamos de alegria!


A última surpresa era já tradição nesta família. Todos os nossos amigos e família se reunirão para nos aplaudir enquanto surgia a nova etapa de vida.


A primeira fui eu! Com toda a força, soprei pela última vez as velas do bolo de aniversário.


A seguir foi Eduarda. A minha filhinha tornou-se, com um admirável sucesso, numa linda Jovem Adulta. Olhei para ela tão linda, tão crescida e nem queria acreditar em como o tempo passou tão depressa. Lembro-me do dia em que ela nasceu como se fosse ontem! Sofri tanto naquela altura…mas felizmente tudo se recompôs.



Depois foi o meu bebezinho que se tornou num lindo rapaz saudável e muito rebelde! Agora já não tenho nenhum bebé em casa…têm que vir os netinhos!


Por ultimo foi Kiara que se tornou numa linda cadela adulta!


Novas etapas de vida trazem um monte de novas aventuras. E eu, bem…eu estou ansiosa para ver o que o futuro me reserva!